segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Lucro

Fiel - 100% Jesus.
Pastor - 100%, Jesus!

Grande, Mídia!

Grande mídia pra cabeças pequenas
Ai, que preguiça!, como diria Macunaíma

quinta-feira, 20 de maio de 2010

concreto


versão gráfica de um poema meu já publicado aqui, "Longo da rua".

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Não me tento
contra o tempo
não escondo
meu espanto
vivo a vida
não sou santo
sigo andando
mesmo lento
observando
o movimento
das folhas
no vento
na semente
da memória
longa história
depois eu conto...

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

teste. será que o google acha se eu publicar agora?

terça-feira, 12 de maio de 2009

Parece que não sinto mais meu coração,
parei de escrever poemas.
Tudo me é indiferente.
Na verdade, acho que é o remédio que eu tomava.
Antidepressivo acaba mesmo com a depressão... e até com aquela tristeza boa de um dia frio e a chuva a escorrer no vidro.
Ou é meu coração mesmo que pediu um tempo: fechado para manutenção e balanço.
Balança mas nao cai.
Cai, cai balão, cai, cai balão...

E pulou do sétimo andar misturando o sangue com a água da chuva e o lixo acumulado. Os ratos fizeram a festa naquela noite.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Poema Maldito


















VAGABUNDO

Eat, drink and love; what can the rest avail us!
BYRON

Eu durmo e vivo no sol como um cigano,
Fumando meu cigarro vaporoso,
Nas noites de verão namoro estrela;
Sou pobre, sou mendigo, e sou ditoso!

Ando roto, sem bolsos nem dinheiro;
Mas tenho na viola uma riqueza:
Canto à lua de noite serenatas,
E quem vive de amor não tem pobreza.

Não invejo ninguém, nem ouço a raiva
Nas cavernas do peito, sufocante,
Quando à noite na treva em mim se entornam
Os reflexos do baile fascinante.

Namoro e sou feliz nos meus amores;
Sou garboso e rapaz... Uma criada
Abrasada de amor por um soneto
Já um beijo me deu subindo a escada...

Oito dias lá vão que ando cismado
Na donzela que ali defronte mora.
Ela ao ver-me sorri tão docemente!
Desconfio que a moça me namora!..

Tenho por meu palácio as longas ruas;
Passeio a gosto e durmo sem temores;
Quando bebo, sou rei como um poeta,
E o vinho faz sonhar com os amores.

O degrau das igrejas é meu trono,
Minha pátria é o vento que respiro,
Minha mãe é a lua macilenta,
E a preguiça a mulher por quem suspiro.

Escrevo na parede as minhas rimas,
De painéis a carvão adorno a rua;
Como as aves do céu e as flores puras
Abro meu peito ao sol e durmo à lua.

Sinto-me um coração de lazzaroni;
Sou filho do calor, odeio o frio;
Não creio no diabo nem nos santos.
Rezo à Nossa Senhora, e sou vadio!

Ora, se por aí alguma bela
Bem doirada e amante da preguiça
Quiser a nívea mão unir à minha
Há de achar-me na Sé, domingo, à Missa.

Álvares de Azevedo